sexta-feira, 6 de março de 2009

Eu não sei ser de mentira. Eu sou de verdade o tempo todo. Eu não distribuo sorrisos de plástico e nem abraços sem alma. Não desejo bom dia se não me importa o dia da pessoa. Não sei fazer social, não sei fazer pose, não sei ser simpática com o cara da esquina que conhece "todo muuundo" mas que não modifica em nada a minha vida. Eu sou de verdade, droga. E não deixo que esse monte de gente de plástico venha me dizer que eu preciso aprender as regras do jogo, que eu tenho que ter limitações, que isso, que aquilo. Eu não quero ser a queridinha do bairro, eu não quero ser a queridinha de ninguém. Eu não quero ter a obrigação de ser uma cover dançarina do faustão com aquele sorriso congelado enquanto tudo em mim explode. Eu não quero trancar o que eu sinto com medo do que eles vão dizer. O que me importa o que eles vão dizer? QUEM são eles? Mas as pessoas tem medo da verdade. A verdade machuca, as únicas ofensas que te atingem são aquelas que você enxerga em você tanto quanto a pessoa que te disse enxerga. Eu já tive medo também, eu ainda tenho muito medo. Mas a realidade esfumaçada me assusta ainda mais. Eu grito mesmo quando me dá na telha, eu piro, eu coloco tudo pra fora sim, eu digo o que eu sinto na cara, eu não me escondo atrás da cortina. Ás vezes dói. Ás vezes eu acho que nunca mais vai parar de doer e amanhã eu já sou de novo a pessoa mais feliz do mundo. Minhas crises são imensas, são infinitas. Minhas dores tem a dimensão de um universo todo. Ser limpa dói, quando você não usa uma máscara sua pele fica toda exposta a arranhões e tapas sim! E você também fica aberta pra sentir tudo isso, pra sentir tudo, sem deixar passar nada. Você se abre pro mundo com tudo de ruim e de bom que ele te oferece, e o que vem pra você como prêmio por conseguir sentir tanta dor sem ter que correr pra debaixo da cama é a sensação de alma lavada, é o descanso tão merecido.
É poder rir sem culpa, é poder rir sem desespero, é chegar em casa e não ter que chorar sozinha, é ter sempre um ombro amigo esperando por você, um ombro amigo de verdade, não de material comprado. É conseguir chorar de rir e sentir o estômago doer sem nenhuma pontinha de remorso porque todas as coisas ruins dentro de você, você já deixou sair, você não guardou ali num canto escuro onde ninguém podia ver. Chega de continuar andando com salto quando ele já tá quebrado, chega de ter o coração rasgado e colocar um bandaid.A vida explode dentro de você o tempo todo. Todos sabem, o carinha da esquina sabe. Ninguém pode ser ator o tempo todo!Permita-se. Deixa sentir. Pode doer, mas vai passar!O mundo exige verdade, a máscara não protege o tempo todo. E uma hora, a realidade se mostra, quer a gente queira, quer não.Mas você já sabe disso tudo, todos já sabem disso tudo.É só abrirem a cortina.

3 comentários:

Anônimo disse...

Olá Mariana Barreto! :]

Mariana Barreto disse...

Olá Anônimo!

Sheilinha disse...

Lindo amigaaa... esses textos de vcs me matam ainda... hehehehe