quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"Atiram a gente nesse mundo, nosso coração sente um monte de coisa desordenada, nosso cérebro pensa um monte de absurdo. E a gente ainda precisa ser superequilibrada para ganhar alguma coisa da vida. Como se só por estar aqui, aturando tanta maluquice, a gente já não devesse ganhar aí um desconto para também ser louco de vez em quando."



Tati Bernardi

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Perfeito!!!

Mas e quando a humilhação não é fruto da hierarquia, mas de algo muito maior e mais massacrante: o desconhecimento sobre nós mesmos? Tentamos superar uma dor antiga e não conseguimos. Procuramos ficar amigos de quem já amamos e caímos em velhas ciladas armadas pelo coração. Oferecemos nosso corpo e nosso carinho para quem já não precisa nem de um nem de outro. Motivos nobres, mas os resultados são vexatórios.

Nesses casos, não houve maldade, ninguém pretendeu nos desdenhar. Estivemos apenas enfrentando o desconhecido: nós mesmos, nossas fraquezas, nossas emoções mais escondidas, aquelas que julgávamos superadas, para sempre adormecidas, mas que de vez em quando acordam para, impiedosas, nos colocar em nosso devido lugar.

Martha Medeiros

Quais são os sintomas da desistência???
"A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé."
Em tempos em que quase ninguém se olha nos olhos, em que a maioria das pessoas pouco se interessa pelo que não lhe diz respeito, só mesmo agradecendo àqueles que percebem nossas descrenças, indecisões, suspeitas, tudo o que nos paralisa, e gastam um pouco da sua energia conosco, insistindo.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010


“Amor não tem garantia mas tem devolução. Pode começar do nada, pode acabar de repente, pode não ter fim. Mas tem sempre o meio. O amor é isso que você está vendo: Hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será.”
Caio Fernando Abreu

SOU INQUIETA E ÁSPERA E DESESPERANÇADA. EMBORA AMOR DENTRO DE MIM EU TENHA. SÓ QUE NÃO SEI USAR AMOR. ÀS VEZES ME ARRANHA COMO SE FOSSEM FARPAS.
Clarice lispector

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

“O que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto de um modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno voo e cai sem graça no chão.”

Clarice Lispector.

domingo, 21 de novembro de 2010

"Não gosto de não entender o que sinto.
Não gosto de lidar com o que não conheço."

sábado, 20 de novembro de 2010

Hoje eu acordei assim:

ESCANDALOSAMENTE FELIZ!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010


"Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder me livrar
Do prático efeito
Das tuas frases feitas
Das tuas noites perfeitas"

Cazuza

Quem és tu que me lês? És o meu segredo ou sou eu o teu?


Clarice Lispector.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cócegas....


Um dia me disseram que meus olhos falam. Depois disseram que eles gargalham. Hoje descobri o porque:



HÁ SORRISOS QUE FAZEM CÓCEGAS NOS OLHOS.

"Pra onde vão as palavras que a gente não diz? Aquelas que se perdem no caminho e dependendo da força com que corriam acabam entrando no estômago e fazendo um estrago lá dentro! Palavra não-dita dá gastrite, dá gastura. Aquele grito de raiva que você resolveu abaixar, ou a confissão de uma saudade que a gente deixa pra lá. Enquanto a palavra é abafada e silenciosa, a covardia faz o maior barulho. Escuta só!"

Por isso que eu tenho gastrite, guardei tanta coisa dentro de mim...Que só fiz mau pra mim mesma!!! Sem falar de uma saudade que não tem tamanho :(

Não devemos permitir
que alguém saia da nossa presença
sem se sentir melhor e mais feliz.



Madre Teresa de Calcutá
1.O que te levou a criar o blog?

Ah sempre gostei de escrever, era daquelas pessoas que escrevia cartas dizendo tudo que tava sentindo e não mandava! Vi que o fato de colocar no papel me aliviava e fazia eu conseguir raciocinar melhor... Com o tempo veio vontade de juntar todos os escritos em um lugar... Então eu e a Laura criamos o blog!

2.O que tira você do sério?

Pessoas sem respeito, burras e que acham bonito ser assim! Ah pessoas que maltratavam crianças, idosos e animais!

3.Você tem alguma mania ou vício?

Era viciada em Coca Cola, mas não sei o que aconteceu que me desviciei do nada, ah sou viciada em Mc! E mania de andar que nem uma maloqueira em casa!!

4.Qual a sua melhor lembrança?

Tempos de faculdade....e meu cachorro Tobbynho que eu morro de saudades!

5.Qual seu maior sonho?

Ser sempre muito feliz!

6.Se fosse um dinossauro, como se chamaria?

Já tive dificuldades de dar um nome pra minha cadela e vcs vem me perguntar nome de dinossauro??? Ah sei lá....Aika, tem cara de dino, não?

7.Qual personagem da sua infância gostaria de ser?

Punk e ter o animalzinho aquele que faz mágica com as orelhas!

8.Cite uma peça que não pode faltar em seu guarda roupa e outra que jamais usaria:

Não pode faltar vestidinhos!!! Jamais conseguiria usar calça boyfriend, fico virada em pano!

9.Um lugar que ama?

Serra.

10.Que filme você amou e recomenda?

Eu gosto de tantos filmes que nunca sei responder essas perguntas!

11.Qual o último livro que você leu?

Serve Código de Direito Penal umas 10 vzs???? hheheeh
Brincadeira...Eu leio mtos livros idiotas do tipo " mulheres são de marte e homens são de venus"...
Mas falando em livro de verdade, os últimos que li foram o Símbolo Perdido do Dan Brown e o último da Martha Medeiros, que já esqueci o nome....

12.Qual palavra te define?

Confusa.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Voltando...

Oiii gente, como muitos devem ter percebidos eu andei abandonando um pouco o blog... Nem sei porque....
Coloco a desculpa em estar com muitas coisas para estudar, correria da OAB e essas coisas, mas a verdade é que eu estava completamente sem inspiração... minha vida tava tão normalzinha, sem emoções....
Bom, mas parando de reclamar, vcs sabem que eu adoro um drama né! Eu to voltando por dois motivos... Um é que a tal inspiração voltoooooooooooooou!!!!!!
E o segundo motivo é que eu conheci uma blogueira linda que tem me feito voltar a esse vício... É a Nah do Belezocas- http://belezocasblog.blogspot.com/ -, inclusive ela me mandou um desafio para fazer que logo vou postar aqui!!!
Ahhh gente, eu to fascinada pelos fios dourados do cabelo dela (olhem a foto) e agora tem como fazer também....quem se anima a marcarhora junto cmg?????
Depois vou postar o Desafio aqui....
Beijooooos

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Pena não ter conhecido esse texto antes, em outra fase, mas fica aqui ele para quem não esta numa fase boa ler...Achei maravilhoso!
Beijos

" Olhe, não fique assim não.. vai passar. Eu sei que dói. É horrível. Eu sei que parece que você não vai agüentar, mas agüenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar. (Fernando Pessoa escreveu, num momento parecido, "hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu").

Dor é assim mesmo: arde, depois passa. Que bom. Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. Que pena. A gente acha que não vai agüentar, mas agüenta as dores da vida. Pense assim: agora tá insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou. Agora já é dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que duas linhas atrás.
Você acha que não porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já tá lá longe.
A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, essa sensação de que pegaram sua traquéia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo - é difícil de acreditar, eu sei - vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou.
Agora não dá mesmo pra ser feliz. É impossível. Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre? Isso é bobagem. Como cantou Vinícius: "É melhor viver do que ser feliz". Porque pra viver de verdade, a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, eu sei como dói. Mas passa.
Tá vendo a felicidade ali na frente? Não, você não tá vendo, porque tem uma montanha de dor na frente. Continue andando. Você vai subir, vai sentir frio lá em cima, cansaço. Vai querer desistir, mas não vai desistir, porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o unico jeito de deixá-la pra trás é continuar andando.
Você vai ser feliz.
Tá vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto de agulha?
Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que tô falando a verdade.
Eu não minto.
Vai passar."

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

"As vezes, precisamos de lente de aumento,
Para ver a beleza contida
nos pequenos-grandes detalhes..."

'Felicidade gostosa esta
Que vaza pelos dedos
e se transforma em palavras...!'
Não gosto que me peçam para ser boa, não me peçam nada, mesmo aquilo que eu posso dar. As relações de dependência me assustam. Não precisem de mim com hora marcada e por um motivo concreto, precisem de mim a todo instante, a qualquer hora, sei ouvir o chamado silencioso da amizade verdadeira, do amor que não cobra, estarei lá sem que me vejam, sem que me percebam, sem que me avaliem.
Arrepio:

Quando as sensações fazem cocégas na pele...

“Você me pergunta “sairei do buraco?”. Sairá, sim. Sairá brilhantemente. As coisas agora vão começar a acontecer, é meio tipo ímã, uma coisinha vai magnetizando outra e outra e outra, você vai ver.”

Caio Fernando Abreu

sábado, 13 de novembro de 2010

Um telefone ao alcance da mão,
Um número decorado na cabeça
E uma aflição no coração.
É aí que mora o perigo...

Martha Medeiros

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"(...) Você já parou pra pensar no que machuca mais: fazer algo e desejar que não tivesse feito, ou não fazer e desejar que tivesse? Você já teve medo de começar um relacionamento? Medo de não ser a hora ou a pessoa certa? Seu coração não escolhe quem amar, e faz por conta própria, quando você menos espera, ou mesmo quando você não quer. Quantas vezes você deixou passar momentos importantes que não voltam mais? Quantas vezes você quis esquecer uma história ou alguém, que permaneceu na sua cabeça por um tempo longo? Você já se sentiu sozinho mesmo cercado de um monte de pessoas? Ou já beijou alguém que fez a multidão sumir? Você já passou um dia sentindo muitas saudades do que viveu?Você já viveu uma situação tão boa e feliz que até deu medo de tudo ser muito passageiro? (...)"

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Vai até a esquina, mas não solta da minha mão. Foge de mim, mas me busca nesse seu abraço tão maior que eu.

Pode cortar meus assuntos, pode ficar vazio de repente. Eu sei que a culpa é só minha. Provoca minhas inseguranças, de tanto que eu já provoquei as suas. Pega meu ponto mais fraco e torce até sair minha última gota de orgulho. Esfrega bem na minha cara o que eu perdi e que logo vai ser de qualquer uma e que eu nunca mais vou ter. O que eu não sei ter.

Mostra que eu mereço ficar com um vácuo bem grande dentro de mim por não saber cuidar de uma coisa tão simples e tão pronta. Você nunca pediu mais do que eu podia dar e eu sempre quis mais, quis menos, sempre quis diferente. Você nunca exigiu nada de mim, só queria minha existência e eu não soube nem existir pra você.

Tem razão, você não tem que responder direito. Afinal, não fui eu quem acabei com toda e qualquer possibilidade de ter você longe da esquina e perto do meu coração? Tá certo, se protege da louca que só quer brincar com sentimentos enquanto não cresce, não tem seus próprios sentimentos.

Tá vendo esse coração podre aqui? Cabe muita solidão, mas o espaço de amor tá esperando um pouquinho pra amadurecer. Ele tem medo de acabar gostando da sensação e descobrir pra que serve de verdade.

Testa todo seu vocabulário monossilábico comigo. Testa meu limite pessoal, minha paciência, minhas paranóias... Eu ainda não posso ser o que você quer de mim. Eu posso ser essa metade que não encaixa, mas sabe falar por horas e completar frases bobinhas.

Você pode esquecer que por um tempo eu fui mais que todas as outras. Só não me deixe morrer em você, porque em mim você vai continuar vivendo. Com seu abraço maior que eu, com suas falas que sempre me deixaram sem ação, gostando mais de mim do que eu sei gostar de alguém. Sendo alguém além do que eu sei ter.

Acaba o texto pra mim. Sua inspiração vem e volta e a minha simplesmente não existe. Não me deixe morrer no papel. Não se afogue na tentativa de me deixar pra trás e não confunda me superar com me apagar. Não me apague nem me mate um pouquinho. Esquece o durante e o depois e refaz esse antes que eu gosto tanto. Eu só quero isso.

Me conquista todo dia, mas não queira me levar no final. Só volte pra folha em branco e caminhe com mais calma.
Eu tenho sono e já não posso mais dormir. Eu tenho ânsia, não consigo mais comer. Eu tenho medo e já não quero mais.
Meus pés perderam a função básica de equilibrar meu corpo na minha existência. Não diria que a culpa é física porque fui em quem sobrecarreguei minha mente e me tornei incapaz de responder sobriamente por um "tudo bem?". Isso pesa. É pesado saber que não está nada bem.
Eu percebo no espelho que meu sorriso não chega aos olhos. Eu posso enganar a todos, posso até me enganar. Mas é de noite que eu me revelo como sou: sozinha.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Gordinhos são melhores de cama, garante pesquisa

http://wp.clicrbs.com.br/nemlolitanembalzaca/page/4/?topo=77,1,

hahahahahahah tá né, era só o que faltava!!!!
Desculpa a ignorância, mas os Turcos são gordos???
Faça várias cirurgias plásticas:
Uma para corrigir o nariz empinado pelo orgulho e pela soberba.
Outra na correção da língua venenosa e ardilosa.
E nos lábios que demarcam sua tristeza interior.
Drenagem linfática para retirar o orgulho, a inveja e a ingratidão.
Diversos peelings profundos na culpa e no remorso.
Faça uma dermoesfoliação nas cicatrizes deixadas pela falta de perdão e pelo ódio assim como no rancor envelhecido.
Uma máscara facial para retirar as expressões de mágoas e ressentimentos, igualmente nas asperezas da insensibilidade no trato com as pessoas.
Depois complete com uma hidratação de sorriso e alegria hidrate suas mãos todos os dias com a prática da solidariedade.
Coloque lentes coloridas da paciência iluminando o seu olhar…
Realize um implante de entusiasmo e atitude positiva.
Realce o cabelo com luzes da consciência tranqüila e da paz de espírito.
Finalize com uma hidromassagem usando sais da generosidade e pétalas da tolerância que é bom para o coração e a alma.
Observação: esses ingredientes não são encontrados nas melhores lojas do ramo.
Estão dentro de você.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

"Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho. E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir... Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é. "

sábado, 18 de setembro de 2010

Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou (...). Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia (...). Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A irritação era a tentativa grosseira de esconder uma tristeza pela qual eu não estava aceitando chorar, talvez por medo. A irritação era a casca espessa que cobria uma tristeza engasgada. A irritação era um disfarce fajuto. Era um desses jeitos transitórios de defesa. Era a manifestação equivocada de uma dor que eu tentei represar. Bobagem isso de contermos, às vezes, o nosso choro. Chorar lava. Cria espaço. Ajuda a desapertar. O embaraço começa é quando não assumimos o sentimento da vez, seja lá qual for.

Algumas tristezas não são tão isoladas como, para facilitar o processo, costumamos considerar. Algumas tristezas doem num volume tão alto que acordam as tristezas vizinhas de porta. Algumas, inclusive, são capazes de acordar andares inteiros da memória, um alvoroço só. Tentamos fugir disso, de várias maneiras, sempre que dá, mas não dá para fugir pra sempre. A fuga é só adiamento quando a dor continua à espreita, inventando disfarces, crescendo em silêncio.

Chorei. Pela tal tristeza e pela vizinhança acordada. A irritação? Que irritação?
Ficou na memória dos meus olhos o clarão do sorriso dos seus.
Depois disso, tudo o que sorri pra mim com algum sol faz eu lembrar de você.
Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. É me sentir confortável, mesmo acessando, vez ou outra, lugares da memória que eu adoraria inacessíveis, tristezas que não cicatrizaram, padrões que eu ainda não soube transformar, embora continue me empenhando para conseguir.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Não gosto da incoerência das coisas. Do jeito como, em um dia, algo é tão insignificante pra você e logo em seguida, torna-se um hábito. É difícil adquirir novos hábitos, mas é mais difícil ainda se livrar deles depois. Eu não sou adepta das mudanças. Gosto das minhas coisas como sempre foram, acho que porque acho minha vida linda do jeitinho que ela é. Hábitos novos, principalmente quando esse hábito toma a forma de uma pessoa, costumam me tirar um pouco do fôlego. Me deixam sem saber qual direção tomar, já que a que eu percorria não é mais válida, porque ficou muito estreita pra um só. Tem que aumentar o coração e deixar mais um espaço livre pra possíveis dores futuras. Que virão, porque sempre vem. E meu coração que já estava todo embrulhado, pacote fechado, agora se desdobra tentando de algum jeito abrir mais uma vaga, e o instinto o empurra pro lugar de origem dizendo que não, que melhor não, que agora não, ainda não. E minha cabeça, que nunca foi muito com a cara do meu coração, continua se perguntando porque diabos ele tem que fazer isso todas as vezes, só pra deixá-la toda embaralhada depois, limpando a confusão.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Tudo já passou e minha vida não passa de um ontem não resolvido

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Não te tocar, não pedir um abraço, não pedir ajuda, não dizer que estou ferido, que quase morri, não dizer nada, fechar os olhos, ouvir o barulho do mar, fingindo dormir, que tudo está bem, os hematomas no plexo solar, o coração rasgado, tudo bem.
Caio Fernando Abreu
“As vezes é preciso dar um tempo, correr pra longe de todo mundo, pra ver quem vai correr atrás de você.”

Clarice Lispector