sábado, 4 de julho de 2009

...Você vai acabar sem amor.
Teu maior medo é ficar sem amor, e no entanto, é assim que tem vivido.
Nega o amor que tentam te dar por medo de perdê-lo. Medroso, confuso, perdido no mar de mentiras que criou para se enganar. Nunca vi ninguém se enganar tanto como você. E consegue enganar aos outros também, tão fáceis e manipuláveis que são. Você precisa dos outros, teme críticas, preza opiniões dos inúteis e dispensáveis, que mantém à sua volta só porque precisa ser louvado o tempo todo. Cuidado com o louvor, meu querido.
Cuidado com as mentiras, porque elas cairão todas de uma vez na tua cabeça, te esmagando, te sufocando, te matando, e você não terá para onde fugir, para onde olhar, para quem gritar, porque os fracos nunca permanecem quando o céu desaba. E não adiantará olhar para cima. O céu está vazio. O céu não aceita mentiras, não aceita arrependimento temporário. O céu está vazio para você.
Então me escuta, não foge de si mesmo, não foge da tua alma, da tua essência que te faz ter o poder sobre os fracos. De nada serve ter poder sobre os fracos se não consegue controlar a si mesmo. Pára, e olha para a sua vida, olha para o que queria quando teu sangue era quente, quando fervia nas tuas veias. PÁRA! Pensa no que te faz respirar, no que te fez criar as manhãs mais líricas da tua vida. Pára de gelar teu sangue, pára de cortar a tua circulação, pára de se matar aos poucos com essa mediocridade que te cerca.
Coragem, meu querido, você só precisa de coragem, só precisa levantar a cabeça e não ter medo do fracasso, não ter medo de voar, de se atirar no poço mesmo sem saber o que te espera no fundo.
Explode, meu querido, brilha e depois apaga, mas brilha, por favor, FAZ. Talvez assim encontre o amor que tanto quer, que tanto almeja, que tanto te atormenta quando se permite lampejos de lucidez insana. Não haverá fim, não haverá paz, só cinzas e solidão e vazio até que você faça. Então faz. Faz agora. Abre os olhos enquanto dá, antes que seja tão tarde que a única coisa que te restará serão memórias no futuro do pretérito...

Um comentário:

Mariana Barreto disse...

Credo amiga, esse teu posto chegou a me dar medo!
Muito bom!