“A paixão é o teste do excesso - toda hora se ver, toda hora ficar junto -, maneira de descobrir se a relação enjoa ou desperta o vício.”
quarta-feira, 6 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
"Adoro flores, apesar de saber que elas têm um ciclo: agradam, alegram, embelezam, murcham, morrem, são jogadas fora. Mantém o ambiente bonito por pouco tempo. E nós, perecíveis? Apesar do esforço botoxal, sei não. Somos perecíveis, apodrecemos com o tempo. Tenho pena - muita pena, friso bem - de gente que já nasceu podre. Sigo adorando flores do mesmo jeito que sigo adorando pessoas. Preciso aprender que certas pessoas não merecem destaque na nossa vida, em contrapartida as flores sempre merecerão o melhor lugar na nossa varanda. "
quarta-feira, 30 de março de 2011
Amores cachaça
Por Clarissa Corrêa
Vocês já tiveram um amor cachaça? Vou explicar melhor e de forma mais clara. O amor cachaça é aquele que tu promete que vai largar e não consegue. E não precisa necessariamente ser amor. Pode ser paixão cachaça, affair cachaça, qualquer coisa...cachaça.
Amores cachaça te consomem, dão tremedeira e taquicardia. Infinitas palpitações no coração. O tempo e a convivência já provaram que vocês dois nunca darão certo, mas é difícil se manter sóbrio 24 horas. Basta um telefonema, um olhar ou um sorriso. Pronto, a tentativa de abstinência vai por água abaixo! Tum-tum no coração.
Isso me lembra de um trecho de uma música do grupo Nenhum de Nós: "você até parece um vício que largar é quase impossível, exige muito sacrifício e quando eu me considerava limpo vem você pra me oferecer mais".
Sim, é um vício. Sim, largar é quase impossível. Sim, exige muito (muito mesmo!) sacrifício. Os amores cachaça são espertos. Sabem exatamente a hora e o momento propício para te oferecer mais. E te deixar com água na boca...
P.S. O jeito é apelar para o vamos viver um dia de cada vez.
P.S.2 Em breve, AAC (Associação dos Amores Cachaça).
P.S.3 Se o amor é cachaça, o jeito é brindar, cheers!
Vocês já tiveram um amor cachaça? Vou explicar melhor e de forma mais clara. O amor cachaça é aquele que tu promete que vai largar e não consegue. E não precisa necessariamente ser amor. Pode ser paixão cachaça, affair cachaça, qualquer coisa...cachaça.
Amores cachaça te consomem, dão tremedeira e taquicardia. Infinitas palpitações no coração. O tempo e a convivência já provaram que vocês dois nunca darão certo, mas é difícil se manter sóbrio 24 horas. Basta um telefonema, um olhar ou um sorriso. Pronto, a tentativa de abstinência vai por água abaixo! Tum-tum no coração.
Isso me lembra de um trecho de uma música do grupo Nenhum de Nós: "você até parece um vício que largar é quase impossível, exige muito sacrifício e quando eu me considerava limpo vem você pra me oferecer mais".
Sim, é um vício. Sim, largar é quase impossível. Sim, exige muito (muito mesmo!) sacrifício. Os amores cachaça são espertos. Sabem exatamente a hora e o momento propício para te oferecer mais. E te deixar com água na boca...
P.S. O jeito é apelar para o vamos viver um dia de cada vez.
P.S.2 Em breve, AAC (Associação dos Amores Cachaça).
P.S.3 Se o amor é cachaça, o jeito é brindar, cheers!
"Acho que a vida é uma gangorra. Em alguns dias você está bem, em outros nem tanto. E assim vai indo, alternando, ganhando e perdendo. Tem alguns períodos, bem específicos, em que você dá mais do que recebe. Já em outros você precisa receber mais do que dá. Não existe uma tabela pra isso, não tem data certa, simplesmente acontece, afinal, tudo é uma troca.
Vivo dando atenção e carinho para quem é importante pra mim. Modéstia à parte, sou muito boa para quem eu amo. Muitas vezes (erro?) me preocupo mais com o outro do que comigo. Sei que primeiro a gente deve cuidar da gente, mas é inevitável, me preocupo. Só que muitas vezes eu preciso de cuidado e atenção e não sei pedir. Sei lá, acho que a pessoa tem que se dar conta. Não dá pra querer que o outro perceba o que você quer ou precisa, sei disso. Mas prefiro não falar nem pedir, por isso simplesmente deixo. Então, vejo que a pessoa não se deu conta e isso me emputece. Errado? Sim. Mas não acerto sempre, nem quase sempre, nem nunca. Eu vivo errando, afinal, a gente tá aqui pra isso, não é? Para errar, fazer certo, buscar o que nem sabemos direito.
A grande questão é que de vez em quando eu preciso que me cuidem. Cansa cuidar sempre. De vez em quando é bom ficar de pernas para o ar, sem se preocupar com nada, recebendo carinho, atenção, mimo. Entenda, atenção não é estar colado. Você pode dar atenção e cuidar de quem ama mesmo de longe. O importante é saber que o outro está se sentindo cuidado. Principalmente na TPM, quando eu fico insuportável, tudo é pouco e nada é suficiente."
quinta-feira, 24 de março de 2011
Vai saber....
"Com o tempo, nos tornamos pessoas maduras, aprendemos a lidar com as nossas perdas e já não temos tantas ilusões. Sabemos que não iremos encontrar uma pessoa que, sozinha, conseguirá corresponder 100% a todas as nossas expectativas sexuais, afetivas e intelectuais. Os que não se conformam com isso adotam o rodízio e aproveitam a vida. Que bom, que maravilha, então deveriam sofrer menos, não? O problema é que ninguém é tão maduro a ponto de abrir mão do que lhe restou de inocência. Ainda dói trocar o romantismo pelo ceticismo, ainda guardamos resquícios dos contos de fada. Mesmo a vida lá fora flertando descaradamente conosco, nos seduzindo com propostas tipo "leve dois, pague um", também nos parece tentadora a idéia de contrariar o verso de Duclós e encontrar alguém que acalme nossa histeria e nos faça interromper as buscas.
Não há nada de errado em curtir a mansidão de um relacionamento que já não é apaixonante, mas que oferece em troca a benção da intimidade e do silêncio compartilhado, sem ninguém mais precisar se preocupar em mentir ou dizer a verdade. Já não é preciso ficar explicando a todo instante suas contradições, seus motivos, seus desejos. Economiza-se muito em palavras, os gestos falam por si. Quer coisa melhor do que poder ficar quieto ao lado de alguém, sem que nenhum dos dois se atrapalhe com isso?
Não é pela ansiedade que se mede a grandeza de um sentimento. Sentar, ambos, de frente pra lua, havendo lua, ou de frente pra chuva, havendo chuva, e juntos fazerem um brinde com as taças, contenham elas vinho ou café, a isso chama-se trégua. Uma relação calma entre duas pessoas que, sem se preocuparem em ser modernos ou eternos, fizeram um do outro seu lugar de repouso. Preguiça de voltar à ativa? Muitas vezes, é. Mas também, vá saber, pode ser amor."
Não há nada de errado em curtir a mansidão de um relacionamento que já não é apaixonante, mas que oferece em troca a benção da intimidade e do silêncio compartilhado, sem ninguém mais precisar se preocupar em mentir ou dizer a verdade. Já não é preciso ficar explicando a todo instante suas contradições, seus motivos, seus desejos. Economiza-se muito em palavras, os gestos falam por si. Quer coisa melhor do que poder ficar quieto ao lado de alguém, sem que nenhum dos dois se atrapalhe com isso?
Não é pela ansiedade que se mede a grandeza de um sentimento. Sentar, ambos, de frente pra lua, havendo lua, ou de frente pra chuva, havendo chuva, e juntos fazerem um brinde com as taças, contenham elas vinho ou café, a isso chama-se trégua. Uma relação calma entre duas pessoas que, sem se preocuparem em ser modernos ou eternos, fizeram um do outro seu lugar de repouso. Preguiça de voltar à ativa? Muitas vezes, é. Mas também, vá saber, pode ser amor."
Martha Medeiros... só podia ser!
"Ficar bem nem sempre deixa outras opções. É estranho quando as coisas simplesmente têm de terminar. É o estágio onde todos os sentimentos já evoluíram para um nada. É o nada que você optou para parar de sentir dor. No início você briga, chora, faz drama mexicano. Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas. Acostuma-se.. Não que pare de doer, mas que cai no seu entendimento que às vezes perdemos algo e não há solução. No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser. Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros. É isso."
[C.F.A]
[C.F.A]
quarta-feira, 23 de março de 2011
Nostalgia...
"Vai menina, fecha os olhos. Solta os cabelos. Joga a vida. Como quem não tem o que perder. Como quem não aposta. Como quem brinca somente.Vai, esquece do mundo. Molha os pés na poça. Mergulha no que te dá vontade. Que a vida não espera por você.
Abraça o que te faz sorrir. Sonha que é de graça. Não espere. Promessas,vão e vem. Planos, se desfazem. Regras, você as dita. Palavras, o vento leva. Distância, só existe pra quem quer. Sonhos, se realizam, ou não. Os olhos se fecham um dia, pra sempre. E o que importa você sabe, menina. É o quão isso te faz sorrir. E só."
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Há sempre o momento de pedir ajuda, de se abrir, de tentar sair do buraco. Mas, antes, é imprescindível passar por uma certa reclusão. Fechar-se em si, reconhecer a dor e aprender com ela. Enfrentá-la sem atuações. Deixar ela escapar pelo nariz, pelos olhos, deixar ela vazar pelo corpo todo, sem pudores. Assim como protegemos nossa felicidade, temos também que proteger nossa infelicidade. Não há nada mais desgastante do que uma alegria forçada. Se você está infeliz, recolha-se, não suba ao palco. Disfarçar a dor é dor ainda maior.
"Deixei a porta aberta e você entrou. Ou será que abri a porta justamente para você (só servia você) entrar, invadir ou chegar? Sua falta de jeito com a delicadeza era parecida com a minha e achei tão bonitinho isso. Nem grosso demais e nem polido demais, porque pisar em ovos é um saco. Não te pedi nada, só que me tratasse bem. Até hoje não te cobro e nem peço nada que seja esquisito demais ou dê muito trabalho. Não grite comigo porque eu também sou pavio curto. Respeite minha preguiça matutina e eu entro no seu ritmo também preguiçoso. Conte suas novidades, faça massagens nos meus pés e não tenha medo de quem toma Rivotril pra dormir. Virei presa fácil, barata até, você se esforçará pouco para me ter para sempre. Acredite quando eu digo que é melhor com você. Não duvide do que eu digo mas prometo que se a verdade for chata, feia e boba, eu escondo. Não me conte as suas tristezas porque eu também disfarço as minhas. Prometo segurar o choro, mas se ele vier, fica do meu lado, segura a minha mão. Tem hora, quem hoje, que eu só preciso que você segure na minha mão. Não tente me agradar porque eu odeio gente boazinha. Seja mais inteligente do que os outros e diga as coisas de que gosto de ouvir. Vou te achar o máximo. Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a mesmice, xingue a vida doméstica e também os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes. Me enlouqueça não ligando de vez em quando. Mas me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... Nunca deixe eu dirigir o seu carro, diga que não confia, só pra eu ficar meia hora com raiva de você. Seja só um pouquinho canalha e olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Me trate como uma rameira, mas só quando estivermos deitados. No dia-a-dia fale palavras doces, principalmente hoje. Não me magoe com ironias porque não sou nem um pouco altruísta e posso sentir raiva por ter deixado a porta aberta."
Martha Medeiros
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